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Turnaround Time

Turnaround Time — Turnaround Time (Tempo de Ciclo do Caminhão)

Turnaround time (TAT), ou tempo de ciclo do caminhão, é o tempo total que um veículo passa dentro de uma instalação logística, da entrada pela portaria (gate in) até a saída (gate out). Em CDs, fábricas e terminais, ele soma a espera no pátio, o posicionamento na doca, a carga ou descarga, a conferência e a liberação dos documentos. É o indicador que mostra, do ponto de vista do transportador, quanto tempo o caminhão fica preso em cada parada.

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O que é Turnaround Time?

Turnaround time é o intervalo entre o registro de entrada e o registro de saída de um veículo em uma instalação. Em terminais de contêiner o termo costuma aparecer como truck turnaround time, para diferenciar do turnaround do navio, que mede o tempo da embarcação no porto, da chegada à saída. Em CDs e fábricas, o turnaround é medido por caminhão e por tipo de operação (recebimento, expedição, coleta de contêiner), porque cada uma tem um tempo padrão diferente.

A definição do ponto de partida importa. Algumas operações começam a contar no gate in; outras, na chegada do veículo à fila externa. Para efeito de estadia, a Lei nº 11.442/2007 considera a chegada do veículo ao endereço, e não a entrada no pátio. Se o caminhão espera duas horas na rua antes de entrar, o turnaround interno pode parecer bom enquanto o prazo de 5 horas da estadia já está correndo.

Como medir o turnaround time

EtapaDo eventoAo eventoExemplo (recebimento de carreta paletizada)
Fila e portariaChegada ao endereçoGate in20 min
Espera no pátioGate inChamada para a doca45 min
Operação na docaEncosto na docaFim da descarga60 min
Conferência e documentosFim da descargaLiberação (canhoto, registro fiscal)20 min
SaídaLiberaçãoGate out10 min
Turnaround totalGate inGate out2h15 (2h35 contando a fila externa)

Quebrar o turnaround por etapa é o que torna o indicador útil. No exemplo, a operação na doca é menos da metade do tempo total; o maior ganho está na espera no pátio, que costuma ser resolvida com agendamento de doca e chamada automática do motorista, e não com mais empilhadeiras. Um YMS registra cada um desses eventos com hora e placa, permitindo medir o turnaround sem planilha.

Para que serve o turnaround time

  • Mostrar a capacidade real de docas e pátio: turnaround alto com docas livres indica problema de processo, não de estrutura
  • Antecipar custo de estadia: veículos com turnaround perto de 5 horas, contadas da chegada, estão perto de gerar cobrança
  • Comparar unidades, turnos, fornecedores e transportadoras com o mesmo critério de medição
  • Negociar com transportadoras: CDs com turnaround baixo atraem mais oferta de frete e, muitas vezes, preços melhores
  • Acompanhar o efeito de mudanças como novo agendamento, portaria automatizada ou conferência por coletor

Turnaround Time x Dwell Time: qual a diferença?

IndicadorQuem é medidoIntervalo
Truck turnaround timeCaminhãoDo gate in ao gate out da instalação
Vessel turnaround timeNavioDa chegada ao porto até a desatracação e saída
Dwell timeContêiner, carga ou veículoTempo parado em um nó, como o pátio de um terminal, que pode durar dias

Perguntas frequentes sobre Turnaround Time

Como calcular o turnaround time do caminhão?

Subtraia a hora do gate in da hora do gate out de cada veículo. Para gestão, acompanhe média e percentil 90 por tipo de operação, e quebre o total nas etapas de espera, doca e documentação.

Qual é um bom turnaround time?

Depende da operação, do tipo de carga e do nível de automação. A referência legal mais próxima é o prazo de 5 horas para carga e descarga da Lei 11.442/2007; acima disso, já há custo de estadia. Cada CD deve fixar sua meta por tipo de operação.

Qual a diferença entre turnaround time e dwell time?

Turnaround time mede o ciclo de um veículo dentro da instalação, normalmente em horas. Dwell time mede quanto tempo uma unidade, como um contêiner, fica parada em um nó, o que pode durar dias.

Como reduzir o turnaround time?

Agendamento de doca, check-in antecipado com documentos validados antes da chegada, chamada automática do motorista quando a doca libera e emissão fiscal integrada à conferência costumam ter mais efeito do que aumentar o número de docas.

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