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Tara e Payload

Tara e Payload — Tara e Payload do Contêiner

Tara é o peso do contêiner vazio; payload é a carga útil, o peso máximo de mercadoria que ele pode receber. Somados, formam o peso bruto máximo (max gross), que vem pintado na porta junto com a tara. São esses números que o embarcador usa para planejar a estufagem e calcular o VGM, e que, na prática, convivem com um terceiro limite: o peso que o caminhão pode levar na estrada.

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O que é Tara e Payload?

Todo contêiner traz na porta, perto do número de identificação, a marcação de pesos: o peso bruto máximo (MAX GROSS), a tara (TARE) e, em geral, a carga útil (PAYLOAD ou NET), em quilos e libras, além do volume cúbico. A relação entre eles é simples: payload = peso bruto máximo − tara. A tara varia bastante com o tipo de equipamento: nas especificações publicadas pela Ocean Network Express (ONE), um open top de 40 pés pesa cerca de 3,9 toneladas vazio, enquanto um flat rack de 40 pés, com piso reforçado, passa de 6 toneladas. Um reefer também pesa mais que um dry por causa do isolamento e da unidade de frio.

Por isso a tara usada nos cálculos deve ser a da unidade real, lida na porta ou no sistema do armador, e não um valor médio de tabela. A diferença de algumas centenas de quilos entre contêineres do mesmo tipo é suficiente para estourar o limite em cargas que já estão no máximo.

Os três limites de peso

Na prática, a carga que cabe num contêiner é o menor de três limites:

  • Limite do contêiner: o payload marcado na porta, que é o máximo estrutural da unidade
  • Limite do navio e do terminal: o VGM declarado (carga, embalagens, materiais de fixação e tara) não pode passar do peso bruto máximo, e o armador pode impor limites menores por rota ou serviço
  • Limite da rodovia: o peso bruto total do conjunto (cavalo, carreta e contêiner cheio) precisa respeitar os limites de peso por eixo e total da legislação de trânsito, o que muitas vezes corta a carga antes do payload do contêiner

Exemplo ilustrativo: um contêiner com peso bruto máximo de 32.500 kg e tara de 3.900 kg tem payload de 28.600 kg. Se o conjunto rodoviário que fará a coleta só comporta, dentro dos limites legais, um contêiner cheio de 27.000 kg, a carga máxima real cai para 23.100 kg, 5,5 toneladas abaixo do payload. Planejar a estufagem só pela marcação da porta é a origem de muitas cargas barradas na balança.

Tara x Payload x VGM: qual a diferença?

TermoO que éOnde aparece
TaraPeso do contêiner vazioMarcação na porta e cadastro do armador
Payload (carga útil)Peso máximo de carga que o contêiner aceitaMarcação na porta
Peso bruto máximo (max gross)Tara + payload: limite total da unidadeMarcação na porta e placa de segurança do contêiner
Peso líquido da cargaPeso só da mercadoriaNF-e, packing list e invoice
VGMPeso bruto verificado do contêiner cheio: carga, embalagens, fixação e taraDeclaração do embarcador ao armador antes do embarque

Perguntas frequentes sobre Tara e Payload

Onde encontro a tara do contêiner?

Na porta do próprio contêiner, ao lado do número de identificação, onde aparecem a tara, o peso bruto máximo e a carga útil. O armador também informa a tara da unidade no seu sistema.

O que é payload do contêiner?

Payload é o peso máximo de mercadoria que o contêiner suporta, calculado como peso bruto máximo menos a tara. Ele inclui a carga, as embalagens e os materiais de fixação.

A tara entra no cálculo do VGM?

Sim. O VGM é o peso bruto do contêiner cheio, e por isso soma o peso da carga, das embalagens, dos materiais de fixação e a tara do contêiner.

Por que a carga foi barrada na balança se estava abaixo do payload?

Porque o limite pode não ser o do contêiner, e sim o do conjunto rodoviário. A soma de cavalo, carreta e contêiner cheio precisa respeitar os limites de peso da legislação de trânsito, que muitas vezes são atingidos antes do payload.

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